Chocolate chegou até a delegacia com a doença do carrapato em um estágio bem avançado, com sangramentos e muito magro
Um cachorro virou mascote do Grupo de Proteção Animal (GPA), no setor Jaó, em Goiânia. Isso porque Chocolate, como foi nomeado, chegou de forma espontânea na delegacia, precisando de tratamento, em dezembro de 2024. A equipe o adotou, e agora, há mais de um ano no local, além de animar a equipe, passou até a usar uma farda personalizada da Polícia Civil de Goiás.
“Faz uma festa quando cada um de nós chega e sempre tenta ganhar um passeio de brinde”, informou a delegada Simelli Lemes. Além da delegada, o agente policial João Paulo Diniz, de 37 anos, que convive diariamente com o animal, também contou ao POPULAR que a presença dele é animadora.
“A gente trabalha com muita denúncia que envolve muita coisa triste, né? A gente lida diretamente com maus-tratos diariamente. Então a gente vê sofrimento o tempo inteiro. Ter ele aqui é meio que um alento. Dá uma folga na cabeça de todo mundo”, contou o policial.
A alegria, animação, saúde e até a doçura que são presenciadas pela companhia de Chocolate atualmente nem sempre foram assim. Em dezembro de 2024, o animal chegou à delegacia com a doença do carrapato em um estágio bem avançado, com sangramentos e muito magro. “Ele andava na delegacia sangrando pelo nariz. Ele andava também cambaleando”, relembrou João Paulo.
Segundo a delegada Simelli Lemes, toda a equipe se juntou e fez uma arrecadação para tratar o cachorro, que precisou de tratamento por mais de um mês. A equipe veterinária informou, na época, que, se ele não tivesse recebido ajuda, não sobreviveria a mais uma semana.
Chegada
Chocolate chegou de forma espontânea na delegacia e foi diretamente para o fundo do local. “Ele entrou e ficou no fundo da delegacia. Da porta da recepção para trás é a área dos agentes, delegado, onde a gente faz as investigações. Ele entrou para essa parte. Ele ficou na parte de trás da delegacia, onde a gente fica, os policiais ficam, e ficou deitado lá até a gente chegar”, relembrou João Paulo.
Após perceberem o cachorro no local, a equipe tentou identificar o dono ou se ele havia sido deixado no local por algum motivo, mas ninguém conhecia o animal. Após o tratamento, ele continuou com a equipe e ganhou até um nome.
Cada um chamava ele de uma coisa. Aí uma das policiais que estava aqui na época veio com a filha dela pequenininha. Ela ficava chamando ele de Chocolate porque falou que ele parecia um chocolate por causa da cor”, contou João Paulo.
Chocolate é um cachorro marrom com rajadas pretas, de grande porte, e pesa atualmente 43 kg. Ele segue a rotina da delegacia junto com toda a equipe.
Entre uma investigação e outra, ele tira uma soneca dentro das nossas salas, sempre brincalhão”, informou a delegada Simelli Lemes.
Fonte: O Popular




