A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, com apoio do GEIC e da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Santa Catarina, em Criciúma/SC, cumpriu mandados judiciais decorrentes da investigação que apura um homicídio, ocorrido neste ano. As investigações permitiram identificar os responsáveis pelo crime e reconstruir sua dinâmica. Os elementos produzidos demonstraram que o homicídio foi motivado por cobranças relacionadas ao tráfico de drogas. A vítima possuía dívida decorrente desse contexto criminoso e os investigados trabalhavam na mesma empresa, sediada em Pires do Rio. Em razão dessa convivência profissional, tinham pleno conhecimento de sua rotina, horários e deslocamentos, circunstância que permitiu o monitoramento e a perseguição que antecederam a execução.
Foi apurado que os autores monitoraram o deslocamento da vítima desde sua chegada a Caldas Novas em ônibus utilizado para transporte de funcionários, acompanhando o trajeto até o ponto de desembarque. Após aguardarem o momento oportuno, realizaram a execução da vítima, evidenciando planejamento prévio e divisão de tarefas. Os levantamentos também demonstraram vínculos dos investigados com a atividade de tráfico de drogas e com integrantes de facção criminosa de atuação nacional, circunstâncias que reforçaram a linha investigativa adotada.
Com base nos elementos reunidos, o Poder Judiciário expediu dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, cumpridos pelas equipes policiais. Os investigados presos foram identificados como EDINALDO PEREIRA DO ROSÁRIO JUNIOR, vulgo “Corenão”, 22 anos, apontado como executor do crime a quem a vítima devia a droga, e CARLOS ALBERTO VIDAL, vulgo “Coroa”, 55 anos, identificado como superior hierárquico de Edinaldo na organização criminosa, responsável por autorizar a execução, bem como por fornecer a arma de fogo e a motocicleta utilizadas na prática delitiva.
Durante o cumprimento das buscas, a operação também resultou na apreensão de expressiva quantidade de drogas. Na residência Carlos Alberto foram localizadas aproximadamente 500 gramas de cocaína divididas em sete porções, além de balança de precisão e materiais relacionados à traficância. No decorrer das diligências, os policiais identificaram um segundo imóvel utilizado por Carlos para armazenamento de entorpecentes, onde foram apreendidos aproximadamente mil comprimidos de ecstasy e grande quantidade de embalagens plásticas do tipo zip lock utilizadas para fracionamento e comercialização de drogas. No local também foi encontrado um outro indivíduo responsável por guardar e preso em flagrante por tráfico de drogas.
Além das prisões decorrentes da investigação do homicídio, a operação resultou em duas prisões em flagrante por tráfico de drogas, evidenciando a estreita relação entre a atividade de traficância e a motivação do crime esclarecido. A divulgação da imagem e identificação dos investigados foi realizada em razão do relevante interesse público e investigativo do caso, considerando a gravidade dos fatos apurados, a necessidade de possibilitar o surgimento de novas denúncias, testemunhas e informações relacionadas aos investigados, bem como a eventual identificação de outros crimes, vítimas ou envolvidos ainda não conhecidos pelas autoridades, encontrando respaldo na Lei nº 13.869/19, na Portaria Portaria nº 547/2021-PC.
PCGO: investigar para proteger




