Policiais Civis presentes na Assembleia Geral Extraordinária aceitam parcelamento da data-base de 2022 em duas vezes

Entidades classistas representantes da Polícia Civil e policiais civis votaram a favor de acordo com o Governo

Sindicatos e associações representativas da Polícia Civil de Goiás reuniram-se nesta terça-feira, 16, para definir novas tratativas sobre a data-base, desta vez levando a demanda para os policiais civis presentes durante uma Assembleia Geral Extraordinária Conjunta, que aconteceu no Complexo de Delegacias Especializadas.

Estiveram presentes sete entidades de classe, dentre elas, a União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), a Associação dos Escrivães da da Polícia Civil do Estado de Goiás (Aepego), a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Adpego), a Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Asppap) e a Associação dos Profissionais em Papiloscopia do Estado de Goiás (Appego).

O delegado Adriano Sousa Costa (Sindepol), escolhido para ser o porta-voz das entidades nesta tratativa, explicou aos presentes que durante uma reunião, que aconteceu ainda nesta segunda-feira,15, juntamente com o secretário de Governo Adriano da Rocha Lima, foi apresentada uma proposta de parcelamento em duas vezes, sendo uma de 3% ainda na folha de maio e outra em outubro de 2,93%, totalizando 5,93% referente a recomposição inflacionária relativa ao ano de 2022.

Ele explicou ainda sobre o recurso extraordinário 565089 do STF, que chancela que cada estado, com justificativas razoáveis, deixe de pagar a data-base ou aplique o fator menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior. “Termos conseguido o pagamento de 100% do índice já pode ser considerado um grande passo, uma vez que o governo não era obrigado a pagar a porcentagem total”, disse.

“Não foi como esperávamos, que seria o pagamento em uma única vez, mas a redução do parcelamento e o pagamento de 100% do índice já traz um pouco de conforto e a certeza que a data-base será paga em 2023”, comentou a presidente da Ugopoci, Nelma Félix.

De acordo com Nelma Félix a união das entidades e dos policiais foi essencial para este avanço, “sem esse espírito de unidade, não teríamos chegado até aqui, essa movimentação provocou o governo a entrar na negociação”.

Durante a assembleia, informou-se também que um documento do Governo formalizando uma nova discussão em fevereiro de 2024 para tratar sobre as datas-bases dos anos anteriores já foi publicado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), “até esta data, é provável que o estado de Goiás saia do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e tenha mais facilidade para negociar”, finalizou o presidente do Sinpol, Renato Rick.

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