Goiânia, Domingo, 17 de junho de 2018
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13/03/2018 - MP denuncia por feminicídio o comerciante que confessou ter matado namorada asfixiada, em Goiânia


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o comerciante José Carlos de Oliveira Júnior pelo feminicídio da servidora Giselle Evangelista Gonçalves. Segundo as investigações, ela foi morta por asfixia no dia 16 de fevereiro deste ano. O corpo da vítima foi encontrado pelos familiares no apartamento do denunciado, que está preso.

O G1 tenta localizar a defesa do preso para comentar nova etapa do caso.

Conforme a denúncia, o preso usou de “meio cruel” por ter asfixiado a vítima e agiu em contexto de violência doméstica e de relacionamento íntimo. Também segundo o documento, o casal namorava há 1 ano e 8 meses e o homem já teria agredido a mulher fisicamente.

Na data do crime, segundo o MP-GO, a vítima viu o namorado recebendo um vídeo pornográfico em que uma mulher tirava a roupa e eles começaram a discutir. O órgão afirma ainda que ficou confirmado em laudo que, na ocasião, o denunciado imobilizou e esganou Giselle.

O corpo de Giselle foi encontrado no apartamento do comerciante, na Vila Alpes, por familiares da vítima. Eles contaram que não conseguiram contato com a servidora nem com o namorado. Então, foram até o prédio dele, em busca de informações e se depararam com a mulher já sem vida.

Após o crime, o denunciado teria fugido de carro. O comerciante foi preso no dia 17 de fevereiro em Pirenópolis, na região central de Goiás. Se condenado, ele pode pegar uma pena que varia entre 12 e 30 anos de prisão.

Após ser preso, ele confessou o crime. "Tudo gerava briga, ciúmes. Eu não perdi a cabeça naquele dia, já tinha perdido há muito tempo", declarou durante entrevista à imprensa na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios.

Família

Parentes da vítima suspeitam que o crime possa estar relacionado ao dinheiro da venda de um carro dela. Porta-voz da família, o advogado Silvio Hideki Nishi chegou a dizer que o valor da venda do carro não estava na conta da vítima e que o dinheiro pode estar com o denunciado.

Segundo irmã de Giselle, a psicóloga Michelle Evangelista Gonçalves, de 39 anos, disse que o autor teve sangue frio após o assassinato e tentou disfarçar o odor do corpo antes de fugir.

    “Ele teve a capacidade de colocar um pano em cima do rosto dela, uma toalhinha, e ligar o ventilador para que ela não exalasse cheiro rapidamente”, disse, indignada.