Goiânia, Domingo, 25 de junho de 2017
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Notícias UGOPOCI

05/01/2017 - Homicidio solucionado

A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, prendeu, nesta terça-feira (3), em Bonópolis-GO, Lejinda Maria Santos Rocha e Eduardo Santos Rocha, filho dela. Ambos são acusados de matar Rogério Rocha, assassinado no dia dia 08 de janeiro de 1998 no interior da sua própria casa, naquele município.

Na ocasião, a mulher da vítima e o filho alegaram que assaltantes invadiram a residência e atiraram contra Rogério, que foi encontrado dentro da caminhonete dele. Contudo, durante as investigações, surgiram elementos que contrariaram a versão dos familiares.

Segundo o delegado Cleiton Lobo Araújo, a vítima ainda estava viva quando os policiais militares chegaram na casa, o que levantou suspeitas. “A vítima foi socorrida, mas só depois que a polícia chegou e que ela estava viva. Eles ficaram ali cerca de 30 minutos e não fizeram nada”, relata. Um dia após o assassinato, no velório da vítima, a polícia encontrou a arma do crime – uma espingarda – escondida na casa da família.

Cleiton explica que os exames periciais ainda revelaram que Rogério foi baleado em outro lugar e foi levado na caminhonete da família até a casa. “O laudo pericial foi bem conclusivo dizendo que essa tese [da esposa e do filho] é impossível de ter ocorrido porque o tiro da espingarda foi de cima para baixo. Foi execução. O homem devia estar ajoelhado ou sentado, com uma pessoa em pé no plano superior”, relatou o delegado.

Ainda de acordo com Cleiton, a vítima agredia a mulher constantemente. Além disso, Lejinda e o filho tinham motivação financeira, pois o homem deixou duas casas e dois carros. Mesmo com as provas, Lejinda e Eduardo continuaram soltos. Segundo Cleiton, foi há pouco tempo que o diretor geral da Polícia Civil, delegado Álvaro Cássio dos Santos, começou a fazer um levantamento dos inquéritos parados nas delegacias e pediu a conclusão do caso, que estava prestes a prescrever.

Cleiton então conferiu todas as provas e diz que não tem dúvida do envolvimento de Lejinda e Eduardo, pedindo em seguida a prisão preventiva deles.  Mãe e filho foram ouvidos pelo delegado e foram encaminhados para o presídio de Anápolis. Eles vão responder pelo crime de homicídio qualificado, já que a vítima não teve como se defender.

Fonte: PC de Goiás